CARTA À COMUNIDADE DA UnB
Às colegas professoras e professores, técnicas e técnicos administrativas, estudantes e a toda a comunidade universitária da Universidade de Brasília,
Estamos chegando à reta final da nossa campanha para Deputada Federal. Resumo que foram semanas intensas, de muitos encontros, diálogos, caminhadas, reuniões, gravações, mídias sociais e conversas nas ruas, e ainda não acabou. Mas, talvez, o maior desafio desta caminhada tenha sido também o mais importante, conversar com o nosso povo sobre o que está em jogo neste momento da vida política do Distrito Federal e do Brasil.
Escrevo a vocês não para fazer uma cobrança, mas para compartilhar uma responsabilidade que considero de todos nós. Nossa candidatura nasceu de uma trajetória construída na universidade, no SUS, na pesquisa, na extensão, na gestão pública e na defesa incansável dos direitos humanos e sociais. Trata-se de uma candidatura de uma mulher, nordestina, servidora pública, professora universitária, pesquisadora e extensionista, que não vem de uma família tradicional da política e não dispõe de poder econômico.
Por isso, sabemos que esta caminhada não é simples, mas é justamente por isso que ela tem sentido. Estamos tentando levar para o Congresso Nacional uma representação que tenha compromisso com aquilo que conhecemos e defendemos todos os dias: o SUS, a educação pública, a ciência, a tecnologia, a democracia, os direitos humanos e sociais, e sobretudo o desenvolvimento econômico sustentável.
E, para que uma candidatura como a nossa possa chegar à Câmara Federal, precisamos transformar ideias, sonhos e compromissos em votos.É nesse ponto que recorro, com muito afeto, à comunidade da minha querida UnB (como costumo chamar nossa Universidade).
Cada um e cada uma de nós pode fazer uma diferença enorme simplesmente conversando com familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, ex-alunos, estudantes, profissionais de saúde, pesquisadores, trabalhadores e com as pessoas que encontramos nos diferentes espaços da cidade. Não precisamos transformar nossas relações em disputa, mas fazermos aquilo que a universidade nos ensina tão bem como dialogar, apresentar ideias, ouvir, argumentar com respeito e ajudar as pessoas a compreenderem as escolhas que estão diante de nós.
As eleições também são momentos de projeto de país, pois coloca em cena o futuro da universidade pública e das instituições de ciência e tecnologia. Está em jogo a continuidade das políticas que garantem as pesquisas de bancada, os projetos de inovação, as bolsas de permanência estudantil, pesquisa e extensão, mas também a valorização do trabalho docente e do corpo administrativo, para que possamos trabalhar com dignidade, direitos, salários e aposentadorias dignas. Ainda está em jogo a capacidade do Estado brasileiro de assegurar saúde pública, educação de qualidade, segurança alimentar, desenvolvimento econômico e social e oportunidades para as novas gerações.
Nós, que damos vida à UnB, sabemos disso porque vivemos, cotidianamente, os desafios de manter uma universidade pública viva, inclusiva, produtora de conhecimento e comprometida com a transformação da sociedade. Sabemos que cada recurso contingenciado pode significar uma pesquisa interrompida, um estudante sem condições de permanecer na universidade, um laboratório que deixa de funcionar, um projeto de extensão que não chega à comunidade, um trabalhador desvalorizado.
A universidade pública não é um gasto. É um investimento no futuro do Brasil, e ele vale para o SUS e para a ciência. Por essas razões minha candidatura à Câmara Federal é também uma candidatura em defesa dessas lutas que construímos coletivamente ao longo de décadas.
Quero chegar ao Congresso para continuar lutando pela defesa incondicional do SUS, da educação pública e de uma ciência cidadã, comprometida com a vida e com as necessidades reais da população, mas nenhuma candidatura se constrói sozinha. Logo, se fizer sentido para vocês, peço que caminhem comigo nesta reta final. Não apenas com o voto, mas com o diálogo, com a presença, a capacidade de cada uma e cada um em multiplicar uma mensagem de esperança e compromisso.

O primeiro voto de um jovem de 16 ou 17 anos importa, tanto quanto o voto de quem tem mais de 70 anos. A legislação eleitoral garante a essas pessoas o direito de escolher participar das eleições de forma facultativa, pois cada voto é uma manifestação de cidadania e cada conversa respeitosa pode ajudar alguém a compreender a importância de participar, uma vez que a democracia se fortalece quando ninguém terceiriza sua responsabilidade de escolher.
Quero terminar esta carta lembrando algo que aprendi em toda a minha trajetória: nenhuma transformação importante é obra de uma pessoa só. A história da UnB também foi construída assim, por muitas mãos, vozes, sonhos e resistência. E é com esse espírito que peço a vocês que sigamos juntos nestes últimos dias. Que possamos conversar, ouvir, argumentar, acolher e mobilizar.
E, se vocês acreditam que é possível levar para a Câmara Federal uma voz comprometida com o SUS, com a educação pública, com a ciência cidadã e com a democracia, conto com vocês para construirmos essa ponte até as urnas. Quero ocupar uma cadeira na Câmara Federal não como um projeto individual, mas como parte de uma caminhada coletiva. Da UnB para o Brasil. Do conhecimento para a transformação. Do compromisso para a ação.

Com carinho, esperança e muita disposição para continuar lutando,
Profa. Fátima Sousa
Professora | Enfermeira | Sanitarista
Candidata a Deputada Federal – 1230
