A saúde do DF tem jeito: com vida dedicada ao SUS, Fátima Sousa é o nome para defender a capital federal na Câmara dos Deputados
Referência nacional na saúde, Fátima Sousa reúne a autoridade técnica necessária para ser a deputada federal que vai lutar para destravar obras, diminuir filas e valorizar os profissionais no Distrito Federal

A crise da saúde pública no Distrito Federal não se resolve com promessas vazias, mas com gestão e autoridade de quem conhece o sistema por dentro. Enquanto a rede sofre com o déficit de mais de 4 mil profissionais, obras paralisadas há anos e filas quilométricas para consultas e cirurgias, fica claro que o DF precisa de representação qualificada na Câmara dos Deputados.
Com uma trajetória histórica marcada pela participação na consolidação do SUS na Constituinte de 1988, pela implantação do Programa Saúde da Família no Brasil, pela gestão do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e pela criação do Campus da UnB em Ceilândia, Fátima Sousa soma a bagagem prática e acadêmica para dar voz e ser defensora da saúde do DF no Congresso Nacional.
Fazer o dinheiro virar atendimento de verdade
Embora o Distrito Federal receba repasses do orçamento federal para a área, Fátima Sousa destaca que o dinheiro não chega onde a população mais precisa por falta de eficiência e controle na aplicação.
“O recurso garantido pelo Congresso não pode ficar represado na burocracia ou se perder em má gestão. O cidadão não quer saber em qual etapa a verba travou, ele quer a consulta, o exame e o remédio”, afirma Fátima.
Como principal bandeira para seu mandato na Câmara Federal, a sanitarista defende a criação do Indicador de Transparência da Regulação, mecanismo que vai condicionar a liberação de verbas federais ao cumprimento rigoroso de metas auditáveis de redução de filas no DF.
Fortalecimento da Atenção Primária e fim do gargalo hospitalar

Para Fátima, a superlotação das emergências dos hospitais regionais é consequência direta de uma Atenção Primária abandonada. A paralisação de obras de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em regiões populosas como Sol Nascente, Planaltina e Vicente Pires sobrecarrega os grandes hospitais.
“Se a Unidade Básica do bairro não funciona com equipe completa, a mãe com o filho febril ou o idoso com pressão alta não têm escolha a não ser ir para a emergência do hospital. Isso colapsa o sistema”, explica.
Para acabar com obras paradas, Fátima vai propor a Lei da Fila Zero de Obras da Saúde, estabelecendo auditoria permanente do Congresso e do Ministério da Saúde sobre investimentos públicos, exigindo planejamento de pessoal e manutenção antes mesmo da inauguração dos prédios.
Valorização de quem cuida e mutirão de exames

A escassez de médicos e especialistas na rede pública também está no centro das prioridades da Professora Fátima Sousa. Defensora histórica dos trabalhadores da área, ela reforça que fixar profissionais no DF exige mais do que concursos isolados.
Sua proposta como deputada federal é criar a Política Nacional de Fixação de Profissionais no SUS, garantindo suporte federal para planos de carreira atraentes, condições dignas de trabalho e combate ao esgotamento das equipes.
Já para diminuir a espera por exames especializados e cirurgias eletivas, Fátima aposta na inteligência de gestão. O projeto do Mutirão do Diagnóstico Precoce prevê a regulamentação da capacidade ociosa das unidades em horários alternativos e parcerias estratégicas com universidades e centros técnicos para que laudos e diagnósticos sejam entregues em semanas.
Integração regional e financiamento justo da RIDE
Conhecedora da dinâmica social do Distrito Federal, Fátima ressalta que hospitais estratégicos como os de Ceilândia, Taguatinga e Brazlândia absorvem diariamente uma grande demanda de moradores do Entorno.
Para enfrentar a questão, mantendo o atendimento universal do SUS, Fátima atuará na Câmara dos Deputados para viabilizar o financiamento compartilhado da saúde na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (RIDE). Com a criação do Consórcio Interfederativo de Saúde da RIDE, União, Distrito Federal Goiás e Minas Gerais passarão a custear o atendimento de forma pactuada, fortalecendo a rede nas cidades vizinhas e descentralizando os serviços.
“A saúde pública é um direito humano e uma construção coletiva. O DF tem jeito, mas precisa de uma deputada federal com representação técnica, coragem e compromisso de vida com o SUS para fazer a engrenagem funcionar”, conclui.
Texto: Priscila Ferreira

